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Saúde Mental e Saúde física

Saúde Mental e Saúde física

 

                                     

       Saúde mental e saúde física são inseparáveis e podemos afirmar que sem saúde mental não há saúde física. Os transtornos de origem mental, psicológicos ou emocionais não aparecem por culpa do paciente, não significam fraqueza de caráter, são situações que merecem intervenção profissional como qualquer outra e como tal devem ser tratadas. Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), esses transtornos já estão entre os cinco maiores problemas de saúde pública no país incluindo os distúrbios neurológicos. Eles disputam em gravidade e impacto social com as doenças cardiovasculares, as infecto-contagiosas, as infecções pulmonares e as causas externas, como homicídios e acidentes de trânsito.

      A OMS alerta para o fato de que um em cada quatro adultos que procuraram clínicos gerais no ano passado sofria de algum transtorno mental.

      Transtornos mentais não são somente fruto da imaginação, são perturbações verdadeiras que causam muito sofrimento podendo até mesmo levar a pessoa à morte (no caso de suicídios em pessoas deprimidas), por dificuldades alimentares e desnutrição (no caso da anorexia nervosa), por acidentes (em caso de pacientes em fase de mania), nas overdoses (no caso de pacientes dependentes) e na, cirrose (no caso do alcoolismo), ainda que se costuma dizer que o transtorno mental não mata. Os problemas psicológicos e emocionais significam um grande impacto econômico e na qualidade de vida das pessoas.

      Atualmente, cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem deste tipo de enfermidade. A grande maioria sofre calada e se isola por medo de ser discriminada. Sabe-se, também, que esses problemas podem ter causas secundárias de outras patologias que bem poderiam ser evitadas caso diagnosticadas e tratadas precocemente.

      As causas de distúrbios psicológicos ou emocionais são as mais diversas podendo ser determinadas por fatores biológicos, psicológicos e sociais. Esse tipo de perturbação não tem predileção por classes sociais, atingindo indiscriminadamente tanto pobres como ricos, com a mesma intensidade.

      Os preconceitos em relação ao tratamento psicológico e/ou psicoterápico estão relacionados ao mito da doença mental, e são em grande parte responsáveis pelo medo e vergonha de se buscar ajuda, contribuindo dessa forma, para evolução e agravamento de inúmeras doenças.

      Felizmente, já existem muitos tratamentos eficazes e apropriados para tratar de problemas emocionais. Esses tratamentos, as psicoterapias, podem abrandar o sofrimento, eliminar sintomas, diminuir as limitações que atuam de forma negativa na vida familiar, profissional e social, favorecendo um melhor relacionamento intra e interpessoal e melhorando a qualidade de vida das pessoas.

      Existem vários tipos de psicoterapia, de acordo com critérios como: o número de pessoas envolvidas (individual, vincular, grupal), extensão (breves, intermediárias, prolongadas), psicoterapias breves (de orientação psicodinâmica ou cognitivo-comportamental), psicanálise (Freudiana, Lacaniana, Kleiniana entre outras), seja ainda pelo tipo de recursos empregados (verbais, corporais, com elementos auxiliares, etc.). Todos têm em comum a relação cliente-terapeuta, baseados na confiança do primeiro e na competência do segundo. O método, dirigido à psique por vias da comunicação tem como instrumento, à palavra, o discurso ou mais precisamente à linguagem verbal e não-verbal.

      Finalizando, diríamos que a psicoterapia é um recurso que deve ser utilizado tanto para o autoconhecimento, por pessoas que querem investir em seu crescimento pessoal, como para o tratamento psicológico ou comportamental, se prestando neste caso, ajudar o ser em sofrimento: angustiado, deprimido, com dificuldades em conviver com os demais, atormentado pela culpa, ciúme ou outro sentimento qualquer que o impede de desfrutar do prazer e intuir a felicidade ou o amor.

      A psicoterapia também é um recurso a ser utilizado tanto por aqueles que em seu desajuste, somatizam, transformando conflitos internos em sintomas físicos como: hipertensão arterial, artrite, asma brônquica, retro-colite hemorrágica, dermatites, diabetes e outras enfermidades, como por aqueles que estruturam uma neurose, ou que intentam em sua desesperança viver sua própria realidade interna através de uma psicose.

                                                      Profa.Dra. Edna Paciência Vietta

                                          Psicóloga Cognitivo-comportamental Ribeirão Preto